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    Somos O primeiro Organismo de Inspeção Veicular acreditado pela GCGRE/INMETRO de SC
    O GAVA foi fundado em 1992 e foi o primeiro OIA-SV/ITL

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    Nova linha de inspeção no GAVA
    Instalamos uma nova linha para inspeção de veículos leves e principalmente para atender as expectativas de clientes com veículos convertidos para GNV. Também contamos com um novo Frenômetro para inspeção de motocicletas.

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    Inspeção de Segurança Veicular


    Prestamos serviços de Inspeção de Segurança Veicular com imparcialidade, eficiência, confidencialidade e qualidade.

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    Inspeção de Engenharia Mecânica


    Prestamos serviços de Inspeção de Engenharia Mecânica respeitando à legislação de trânsito e ambiental vigentes e as regulamentações técnicas do Inmetro.

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    O GAVA é pioneiro na inspeção de frotas, trabalhando com contratos ou convênios com órgãos públicos ou empresas privadas.

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Informações > Sistema GNV


Figura 1

Figura 1

Conforme Loureiro (2005), o GNV é injetado no motor via um sistema de tubulações e válvulas especiais, proporcionado uma queima limpa (esse combustível é constituído por moléculas pequenas e leves, que propiciam uma combustão, praticamente isenta de emissões de material particulado) e eficiente (devido à inexistência na sua composição de hidrocarbonetos pesados e poliaromáticos, que formam depósitos no motor). Além disso, o GNV, quando comparado com os outros combustíveis (gasolina e diesel), é um combustível seco e por isso não dilui o óleo lubrificante no motor do veículo, sua queima não provoca depósito de carbono nas partes internas do motor, o que aumenta o intervalo de troca de óleo e reduz os custos de manutenção, redução na frequência de troca do escapamento do veículo, pois a 87 queima do gás natural não provoca a formação de compostos de enxofre, diminuindo a corrosão.

Foi publicada em 2001 a Resolução CONAMA no 291/01, que definiu os critérios para a certificação ambiental através do destes kits e institui o Certificado Ambiental para Uso do Gás Natural em Veículos Automotores – CAGN e, no artigo 3º, estabeleceu que as emissões de poluentes dos veículos convertidos devem ser iguais ou menores as dos veículos originais (antes da conversão).

Segundo Oliveto (2009), nos veículos adaptados para a utilização do GNV, a instalação dos componentes necessários ao seu funcionamento é diferenciada de acordo com o sistema de alimentação do combustível. Neste caso, o sistema de controle da mistura arcombustível deve ser compatível com aquele instalado originalmente no veículo, classificado pela geração do kit GNV de instalação.

De acordo com Valiente (2006), a maneira a acompanhar a evolução técnica dos sistemas de injeção de combustível líquido e o aumento das restrições de emissões de gases em veículos automotores, os Sistemas de Conversão (kits) para uso de gás natural modificaram as suas características técnicas ao longo do tempo.


Ainda conforme Valiente (2006), em termos comerciais, atualmente os sistemas de conversão do kit de GNV, são divididos em cinco gerações, em função evolução das seguintes características técnicas principais, a saber:

1ª Geração: sistema de conversão utilizado em veículos com carburação mecânica.

Após a redução da pressão do cilindro por meio de redutor de três estágios, o GNV flui através do misturador e é aspirado por depressão no coletor de admissão do motor. Dois registros mecânicos - um para o funcionamento do motor em macha lenta e outro para funcionamento do motor em carga - fazem o ajuste da mistura do GNV com o ar de admissão. Devido à ausência de controles eletrônicos e de precisão, os veículos desta geração apresentam elevados índices de emissões de poluentes e de consumo de combustível, além de menor rendimento térmico do motor.

2ª Geração: sistema de conversão utilizado em veículos com carburação mecânica ou sistema de injeção eletrônica de combustível – em geral, do tipo monoponto.

Após a redução da pressão do cilindro por meio de um redutor de três estágios, o gás natural flui através do misturador e é aspirado por depressão no coletor de admissão do motor. Em substituição ao registro mecânico para ajuste da mistura utilizado nos sistemas de 1ª Geração, 88 um motor de passo ou modulador de pressão eletricamente controlado faz o ajuste da mistura de gás natural com ar de admissão. Apesar da maior precisão no controle da quantidade de gás natural injetada no coletor de admissão do motor, os sistemas de conversão da 2ª Geração também apresentam elevados índices de emissões de poluentes e de consumo de combustível, além de menor rendimento térmico, em relação aos sistemas das gerações seguintes.

3ª Geração: Sistema de Conversão utilizado exclusivamente em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível e conversor catalítico de gases de escape.

A redução da pressão do cilindro é feita por meio de um redutor de três estágios e com liberação de fluxo de gás acionada eletronicamente. A regulagem da vazão de gás natural para o misturador é feita por meio de atuadores e comandada eletronicamente por um processador em malha fechada, em função do sinal emitido pelo sensor de oxigênio – sonda lambda – original do veículo. O misturador é o último componente do sistema de conversão que o fluxo de gás natural atravessa, antes de ser aspirado por depressão no coletor de admissão do motor. O variador de avanço do ponto de ignição processa as informações recebidas da ignição eletrônica, reajustando o ponto de ignição durante o consumo de gás natural. Uma válvula elétrica interrompe o fornecimento de gás quando o combustível original é selecionado na chave comutadora, da mesma forma que os sistemas de injeção monoponto também possuem uma válvula elétrica para interromper o fornecimento do combustível original quando o gás natural é selecionado. Os sistemas de injeção multiponto têm essa função realizada através de um emulador das válvulas injetoras – vulgo bicos injetores, que impede que os mesmos injetem combustível e simula um sinal de funcionamento para a ECU – Electronic Control Unit. A unidade central de comando eletrônico também é frequentemente denominada módulo de comando da injeção eletrônica.

Devido à maior precisão obtida pelo controle eletrônico de injeção de gás natural, quando comparados com os sistemas de conversão das gerações anteriores, os sistemas da 3ª Geração promovem expressiva redução dos índices de emissões de poluentes e de consumo de combustível, além de redução da perda de rendimento térmico do motor e esta geração tecnológica de kit atende a Fase L3 do PROCONVE.

4ª Geração: sistema de conversão utilizado exclusivamente em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível e conversor catalítico de gases de escape.

A partir dessa geração de sistemas de conversão, o gás natural deixa de ser aspirado por depressão no coletor de admissão do motor, sendo injetado por meio de sistema de injeção eletrônica – válvula de fluxo contínuo, eliminando a necessidade do misturador de combustível.

As demais características e componentes dos sistemas de conversão da 4ª Geração são semelhantes aos utilizados nos sistemas de conversão da 3ª Geração. A adoção do sistema de injeção eletrônica de fluxo contínuo elimina o misturador e a aspiração por depressão no coletor de admissão do motor e melhora as características da mistura. Dessa maneira, o sistema apresenta redução dos índices de emissões de poluentes e de consumo de combustível, além de aumento de torque e potência do motor em relação à geração anterior.

5ª Geração: sistema de conversão utilizado exclusivamente em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível e conversor catalítico de gases de escape.

A diferença em relação aos sistemas de conversão das gerações anteriores consiste na injeção de Gás Natural no coletor de admissão do motor, por meio de válvulas com sistema de injeção eletrônica sequencial. A tecnologia garante maior precisão na qualidade da mistura, em relação ao uso de misturador ar-gás natural.

As demais características e principais componentes dos sistemas de conversão 5ª Geração são semelhantes de 4ª Geração. O sistema de injeção eletrônica sequencial é o mais avançado e preciso dos sistemas de conversão em aplicação comercial na atualidade, o que lhe confere as melhores características de rendimento térmico e de emissões de poluentes, quando comparado com as gerações anteriores. Tanto a geração 4 como a 5, atendem a Fase L4 do PROCONVE.

No kit de 5ª geração, um único módulo eletrônico controla a injeção do combustível líquido e gasoso, e seleciona preferencialmente o consumo de gás natural. Dessa forma, o sistema dispensa a necessidade de instalação de chave comutadora de combustível no painel do veículo. Em situações da maior demanda de potência do motor, o sistema seleciona automaticamente o combustível líquido disponível no tanque (álcool, gasolina pura ou com adição de álcool) (VALIANTE, 2006).

A Figura 2 reproduz um esquema de instalação básico (vista por cima do veículo) para uso do GNV. A figura destaca o cilindro para armazenamento de GNV, que se encontra exposto, uma vez que a instalação em outro local poderia comprometer os demais componentes do veículo. 90

Figura 2

Figura 2 - Esquema de adaptação de veículo para uso de GNV.



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